11 de novembro de 2009
5 de novembro de 2009
Pensando...
"Em 20 anos mais, que empresa será lembrada como a pioneira da música na internet, Apple ou Napster?
A grande lição é que nenhum executivo deveria ficar muito animado com a inovação por si só. Ela é só o começo. A verdadeira diferença entre o sucesso e o fracasso está no alinhamento da estratégia."
Postado por
Bruno Saavedra
às
12:59
0
comentários
Marcadores: Pensando
29 de outubro de 2009
"A pior crise de todos os tempos" que não foi
Os pessimistas (e irrealistas) de plantão diziam que teríamos a pior crise que já existiu, pior, inclusive que a de 1929. Não quero soar como um super-otimista, o que não sou, mas reforçar que desde o início dizíamos que essa crise não seria, no Brasil, o desespero que estavam proclamando.
Hoje, mais de um ano após a "quebradeira" de bancos, vamos a alguns fatos:
2) A taxa de desemprego dos EUA está em 9,8%. Alta, com certeza (em 2007 era de 4,6%), mas nada se comparada a taxa de 25% em 1933.
3) A Bovespa, está operando na casa dos 62 mil pontos. Antes da crise, em maio/2008, ela atingiu 73.516 pontos. Ou seja, já recuperou 84% de seu valor.
4) O dólar está sendo negociado na casa de R$ 1,75. Antes da crise, em Ago/2008, ele chegou a ser negociado a R$ 1,56. Ou seja, se cair mais cerca de 10% atingiremos níveis pré-crise. Apesar de que, acredito, nos patamares atuais ele está adequado.
5) A taxa de desemprego no Brasil está na casa de 7,7% e até setembro de 2009 havia-se criado no Brasil 934 mil novas vagas. Poderão chegar a 1,1 milhão em 2009.
Isso sem falar que já se estima um crescimento no Brasil de 1,2% em 2009. Os pessimistas de plantão diziam que o Brasil ia ter um "crescimento negativo" em 2009.
Quem acreditou no Brasil e não reduziu investimentos nem diminuiu seu quadro de pessoal se deu bem, por que agora, sai na frente, aqui e no mundo.
Definitivamente, uma crise que durou pouco mais de um ano (nos caso dos EUA) e chegou como uma "marolinha" aqui é "a pior crise de todos os tempos" que não foi.
Referências:
PIB dos Estados Unidos cresce 3,5% no 3º tri, e país sai da recessão
Bovespa atinge maior pontuação desde setembro de 2008
Invertia
Brasil deve criar 1,1 milhão de empregos até o fim de ano, diz Lupi
Taxa de desemprego recua para 7,7% em setembro
Postado por
Bruno Saavedra
às
13:12
0
comentários
Marcadores: administração, Brasil, Economia, Política, sociedade, trabalho
17 de outubro de 2009
40 horas semanais: ouso dizer o que acho
Vemos economistas, empresários e sindicalistas dando os mais diversos tipos de opinião sobre o assunto. Eu, como Administrador, ouso dar a minha opinião: sim, sou a favor. Totalmente a favor.
A PEC 231/95 prevê duas coisas principais: uma jornada semanal de trabalho de 40 horas semanais, sem redução do salário (hoje é de 44 horas); e o pagamento de um adicional de 75% nas horas extras (hoje é de 50%).
No modelo atual, para cumprir a jornada de 44 horas semanais, precisa-se trabalhar de segunda a sexta, oito horas diárias, e aos sábados, quatro horas. A maioria das empresas funciona assim.
Quem gosta de trabalhar no fim de semana? No modelo que se propõe, de 40 horas semanais, o regime muda e o trabalho passa a poder ser realizado de segunda a sexta, oito horas por dia.
O fim de semana fica livre para o empregado. Isso gera mais tempo para o lazer, para os amigos, para descansar. Vivemos em uma sociedade pós-moderna, uma época em que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a qualidade de vida. Equilíbrio da vida profissional com a vida pessoal faz parte disso.
Essa mudança gerará um trabalhador mais satisfeito e consequentemente seu trabalho será realizado de forma mais eficiente.
Se a empresa para a qual este funcionário trabalha quiser que ele trabalhe aos sábados e/ou domingos terá de pagar 75% a mais do que ele recebe por aquele período acima das 40 horas em que trabalhará. Assim, quaisquer insatisfações são minimizadas (nunca totalmente eliminadas).
Concordamos que certas empresas e órgãos públicos precisam funcionar aos fins de semana: hospitais, delegacias de polícia, a rede elétrica, restaurantes, o setor de varejo, supermercados, padarias, entre outros. Esses locais, porém, resolvem seu problema obedecendo a uma ordem de revezamento entre seus empregados.
É um mito, portanto, acreditar que o desemprego vai aumentar por causa da diminuição da carga horária de trabalho semanal. Dizem que os custos aumentariam e isso obrigaria as empresas a diminuir seu quadro de empregados.
O desemprego tem sua origem em outros males: falta de qualificação profissional, estagnação econômica, etc. Veja o quadro abaixo:
Veja que a França e a Alemanha, com uma jornada de trabalho significativamente menor que a do Brasil, possuem uma taxa de desemprego menor que a nossa. Conseguiram até reduzi-la de 2007 para 2008.
Nos EUA e Canadá houve um aumento, muito mais por conta da crise que abalou esses países que por conta da jornada semanal de trabalho.
Minha convicção pessoal é que a diminuição da jornada de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais geraria mais empregos. O Diesse estima a criação de cerca de 2,5 milhões. Não sou tão otimista assim. O porquê de minha "falta de otimismo"? Demonstramos no exemplo a seguir.
Num cálculo simplista, ceteris paribus. Suponha uma empresa com dez funcionários, cada um trabalhando quarenta e quatro horas semanais. Isso quer dizer que se trabalha naquela empresa 440 horas semanais (ou horas-homens – hh). Com a redução para 40 horas semanais esta empresa teria, com dez funcionários, 400 horas disponíveis. Portanto, vê-se que há duas opções:
1) Criar um sistema de revezamento para que aquelas 40 horas sejam supridas, pagando sobre elas um adicional de 75%; ou
2) Contratar mais um funcionário para que ele supra essa deficiência.
Aumentar a carga de trabalho das pessoas para que elas produzam os mesmos resultados em menos tempo não seria uma decisão inteligente. Na verdade, seria uma decisão, perdoem a expressão, burra. Isso geraria mais insatisfação e problemas no ambiente de trabalho. A forma mais inteligente que vejo de enfrentar esse problema é enxergá-lo como uma oportunidade e contratar um administrador ou um profissional em gestão que possa rever o seu modelo de negócios.
Lembro-me quando, há um tempo atrás, diziam que as “máquinas eram a razão de muitos trabalhadores estarem perdendo seus empregos”. Graças a Deus esse discurso nunca mais ouvi.
A vida real mostrou que empresas mais modernas, com uso de tecnologia mais avançada são, na verdade, indutoras de crescimento econômico com qualidade (profissionais mais qualificados e mais bem remunerados). Esse crescimento econômico (desenvolvimento econômico), por sua vez, faz com que outros diversos setores gerem mais postos de trabalho.
Quando Taylor, que era engenheiro mecânico, lançou as bases da Administração Cientifica*, no início do século passado, as empresas impunham aos seus trabalhadores um regime de cerca de 12 a 16 horas de trabalho diário.
Ford, outro engenheiro, que implementou as práticas apregoadas por Taylor, mostrou que pagando bem seus funcionários ele estaria criando uma base de consumo para os carros (O Ford T) que passara a produzir.
Foi a Administração que criou uma maneira mais justa e digna de um trabalhador ser produtivo. Isso, obviamente, não foi do dia para a noite e demandou estudos.
Alguns falam em “aumento do custo” para as empresas se a redução for implementada. Olha-se apenas para o aspecto financeiro e se esquecem de outros aspectos importantes como: produtividade do empregado, satisfação da força de trabalho, melhoria do clima organizacional, etc.
Reconheço que boa parte das pequenas empresas terão dificuldades. Mas ocorrerão mais por falta de qualificação dos empresários que por questões técnicas. Solução: contratem bons administradores, engenheiros de produção e/ou profissionais com MBA. Eles poderão rever seus processos, melhorar sua estrutura de custos, de capital, poderão melhorar seu controle financeiro e implementar práticas modernas de gestão que agregarão valor ao serviço/produto que vocês apresentam aos seus clientes. Se assim fizerem vocês poderão ver que 40 horas é tempo mais que o suficiente para produzir bons resultados.
*Nesse sentido a Administração é herdeira da Engenharia.
Foto retirada do site Corbis.
Outras Fontes:
Central Intelligence Agency
Jornada de trabalho semanal na Alemanha é das mais longas da UE
Compare a jornada de trabalho do Brasil com as de outros países
Mitos e verdades sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil
Postado por
Bruno Saavedra
às
21:42
1 comentários
Marcadores: administração, trabalho
15 de outubro de 2009
Ganhamos o prêmio da Semana da Gazeta dos Blogueiros
A Gazeta dos Blogueiros divulga, toda semana, uma lista com dez Blogs de destaque na internet. No ranking dessa semana o Uma Questão de Perspectiva figura entre os dez destaques da semana. Para ver a lista acesse Destaques GB - 15/10/2009.
As regras para ser escolhido são:
- Originalidade;Valeu pelo reconhecimento.
- Apresentação;
- Ortografia;
- Frequência de atualização;
- Influência sobre os leitores e;
- Confiabilidade dos blogs.
- Não deve conter conteúdo de caráter racista ou ofensivo;
- Se possível ainda conter o selo da Gazeta dos Blogueiros.
Postado por
Bruno Saavedra
às
15:23
1 comentários
Marcadores: Destaques GB, Gazeta dos Blogueiros, Premiação
13 de outubro de 2009
Religião no Brasil
Domingo, 11 de outubro, reportagem do jornal O ESTADÃO divulgou pesquisa do Instituto Análise sobre o perfil dos católicos e protestantes em relação a quantidade de dinheiro que são repassados às suas respectivas igrejas. Recomendamos a leitura completa da reportagem. Abaixo, no entanto, apresentamos dados que gostaríamos de destacar.
- No Censo do ano 2000 havia 73,77% de católicos e 15,44% de evangélicos. Atualmente há 59% de católicos e 23% de evangélicos. No entanto, estes números sofrem de alguma imprecisão, pois o Censo é bem mais abrangente e essa pesquisa do Instituto Análise é feita por amostragem (apenas mil pessoas). Porém, vale dizer, aponta uma tendência.
- Segundo estimativas da pesquisa, os evangélicos doam às suas igrejas em torno de R$ 1 bilhão enquanto que os católicos doam cerca de R$ 680,5 milhões, apesar da quantidade de fiéis ser maior. Cai por terra a idéia falada em algumas igrejas protestantes de que a Igreja Católica é a igreja mais rica. O líderes evangélicos, portanto, possuem mais dinheiro. Os líderes, eu disse, por que o povo evangélico é mais pobre. Ou seja, vai-se tirando das ovelhas e enchendo o bolso dos pastores.
- Dois fragmentos da reportagem mostram o destino desse dinheiro (além, é claro, do custo, luxo e ostentação das próprias igrejas):
"E para onde vai tanto dinheiro? Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise, aposta que os políticos são um dos destinatários. 'Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas. É só reparar no aumento dos candidatos evangélicos e no fato de os não-evangélicos cortejarem as igrejas nas campanhas.'" (...) "Para Diana, os fiéis aprovam o uso político do dinheiro doado. 'Acreditam que o Brasil está perdido. Que as drogas, o alcoolismo, a violência são coisas do mal. Portanto, ter na condução da sociedade alguém alinhado com a palavra de Deus é bom', explica. 'Logo, precisam ter representação política.'"Creio que essa tendência é em toda a América Latina, e ouso dizer, na África também se observa certa cristianização. Portanto, se você olhar minha postagem anterior (O Mundo será Islâmico), se a tendência não se alterar, e você somar dois mais dois, verá que o mundo caminha para uma polarização. Em cerca de 40 anos teremos um hemisfério norte (América do Norte e Europa em especial) com um perfil mulçumano e um hemisfério sul (América Latina e África) predominantemente cristão-protestante. Nesse cenário teríamos uma igreja católica cada vez menos poderosa e um grupo antagônico ao cristianismo cada vez mais poderoso. Longe do cenário que alguns grupos evangélicos pregam hoje.
É óbvio que muitos líderes percebem isso, católicos, protestantes e não-cristãos. Medidas serão tomadas de todas as partes. Quais? Algumas já se vêem atualmente e serão intensificadas nos anos que virão. As estratégias cristãs de pregação da mensagem precisam vislumbrar esse cenário.
Postado por
Bruno Saavedra
às
15:05
1 comentários
Marcadores: cristianismo, Fé, islamismo, religião
6 de outubro de 2009
O mundo será islâmico
Esse vídeo interessará particularmente àqueles leitores que são cristãos e religiosos.
Muita atenção para essas informações demográficas. O vídeo foi preparado pela Primeira Igreja Batista de São José dos Campos, SP.
Recebi esse vídeo por e-mail, de uma colega de trabalho.
Postado por
Bruno Saavedra
às
10:57
0
comentários
Marcadores: cristianismo, islamismo


